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sábado, janeiro 9

A boa acção do Zeca e da Mimi


(esta pequena fábula foi escrita por mim, como homenagem ao meu coelhinho. pode até não estar a coisa mais perfeita do mundo, mas durante o resto da minha vida irei lembrar-me do branquinho pois esta fábula é dedicada a ele.
agradeço desde já a ajuda da Tânia Fernandes e do José Rebelo por me terem dados algumas ideias.
obrigado aos dois :D)


A história que vos vou contar aconteceu na floresta encantada de Arco-Íris, na véspera de natal…
Estavam o coelhinho Zeca e a ursinha Mimi a dar os seus presentes aos outros amigos da floresta quando ouviram um barulho atrás dos arbustos.
Rapidamente foram ver o que era e viram uma rena deitada no chão muito confusa.
- Que se passou senhora rena? – Perguntou o Zeca.
- Perdi-me do Pai Natal. A minha rédea soltou-se e sem o Rodolfo não consigo voar muito tempo. Por isso, acabei por ter de aterrar aqui.
- És uma rena do Pai Natal! Então ele existe mesmo? – Perguntou a Mimi entusiasmada.
- Claro que sim, porque pensavas que não existia? – Disse a senhora rena, que se chamava Kiki.
- Os nossos amigos dizem que ele não existe, porque nunca o viram!
- Bem, então têm de dizer aos vossos amigos que nunca viram o Pai Natal porque ele dá os presentes quando todos estão a dormir, para que seja uma surpresa!
- E como não acordamos com o barulho dele a entrar? – Perguntou o Zeca muito despachado.
- Porque o Pai Natal é muito cuidadoso e nós renas muito silenciosas!
- Então mas se te perdeste do Pai Natal, como vais voltar a encontrá-lo? – Perguntou a Mimi.
- Não sei, podiam ajudar-me?
- Claro que sim! Podemos ajudar não é Zeca?
- Sim claro! Quer ajuda para se levantar?
- Agradecia meus queridos.
Os dois amigos ajudaram a rena a levantar-se e conduziram-na para um lugar da floresta onde havia menos árvores e o céu se via melhor. Esperaram que aparecesse alguém, mas como ninguém aparecia a rena disse alto.
- Quem me dera que alguém me desse poder suficiente para partir em busca dos meus amigos.
Subitamente apareceu uma borboleta que assustou os três amiguinhos.
- Quem és tu? – Perguntou logo o Zeca.
- Eu? Sou uma borboleta mágica e tenho o poder de ajudar animais mágicos que estejam em perigo ou perdidos.
A rena olhou espantada para a pequena borboleta, duvidando que algo tão pequeno pudesse ter tanto poder.
- Então se tens todo esse poder, porque não me levas para junto do Pai Natal e das minhas irmãs renas?
- Se é isso que desejas posso cumprir!
A borboleta abanou as suas asas e uns pós brilhantes foram na direcção da rena. Quando atingiram a rena Kiki ela começou a ficar brilhante e a voar.
Já estava ela por cima da cabeça da Mimi e do Zeca quando se despediu.
- Muito obrigado pela ajuda amiguinhos, nunca me vou esquecer de vocês.
- Adeus senhora rena foi um prazer conhecê-la! – Disseram os dois em coro.
Os dois amigos ficaram a ver a rena subir cada vez mais alto até que a perderam completamente de vista.
Olharam então para a borboleta que continuava perto deles com um grande sorriso.
- Bem meninos fizeram um óptimo trabalho! Agora está na hora de irem para as vossas casinhas.
- Já dona borboleta? Mas ainda é tão cedo, ainda nem é de noite! – Disse o Zeca muito triste.
- Pois não, mas os vossos pais estão a preparar um óptimo jantar e vocês têm de se deitar cedo se querem que o Pai Natal vos venha visitar!
- É verdade Zeca! Temos de ir, senão deixamos de ser meninos bem-comportados!
- Pronto está bem Mimi! Adeus dona borboleta, obrigada pela ajuda que deu à nossa amiga.
- Ora essa Zeca, é sempre um prazer ajudar, e tu sabes bem disso!
- Adeus dona borboleta! – Despediu-se a Mimi.
- Adeus meninos e continuem sempre a ajudar os outros! – Disse ela quando já os dois amigos se estavam a dirigir para casa.
Tal como tinha dito a borboleta mágica os dois amigos foram para casa, jantaram com a sua família, brincaram um pouco e depois foram para a cama descansar. O dia tinha sido muito cansativo!
No outro dia de manhã quando ambos se levantaram tinham uma prenda especial debaixo da árvore, era da sua amiga rena. Um carrinho para o Zeca, uma bela boneca para a Mimi.
Naquele natal os dois amigos foram muito mais felizes, pois receberam aquela prenda porque fizeram uma boa acção e uma nova amiga, a rena Kiki.

Por isso meninos prestem atenção a esta lição. As boas acções são sempre recompensadas não só com presentes, mas também com a alegria de quem ajudamos. Ajudar não faz só as outras pessoas sentirem-se bem, como também nos faz sentir bem connosco próprios.

Um comentário:

  1. De nada gémea!

    Está tão fofinho, de certeza que o branquinho está muito contente.

    Bjs dwt

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